Histórico
Desde
o século XIX a ideia de separar as regiões norte e sul de Goiás já alimentava
movimentos populares. Em 1821, uma revolta separatista explode ao norte de
Goiás.
Em
protesto contra o isolamento da região, promovido pelo Rei D. João VI, o
Desembargador Joaquim Teotonio Segundo proclama o governo autônomo do
Tocantins.
A
revolta é dominada por Caetano Maria Gama, primeiro Presidente da Província,
nomeado por D. Pedro I, em 1824.
No
início do século a ideia é retomada, mas, só a partir da década de 70 passa a
ser seriamente discutida no Congresso.
Em
1988, finalmente, Tocantins é desmembrada do Estado de Goiás, tendo como
capital o Município de Palmas, criado pela resolução nº 28, de 29 de dezembro
de 1989, desmembrado do Município de Porto Nacional.
População em 2010: 228.332;
Área da unidade territorial (Km²)2.218,943
Densidade demográfica (hab/Km²)102,90
Prefeito: CARLOS ENRIQUE FRANCO AMASTHA
A CRIAÇÃO DA CAPITAL
A Comissão de Estudo dos Problemas do Norte Goiano - CONORTE, entendeu que a futura capital do Estado do Tocantins deveria ser no centro geográfico do Estado. À medida que a proposta da criação do Estado do Tocantins tomara corpo, tal reivindicação foi defendida em seminários, debates e reuniões, bem como diante diante da imprensa, do governo estadual e da própria Constituinte, em Brasília.
O engenheiro José Maia Leite, presidente de honra da CONORTE, foi um dos maiores defensores da localização centralizada. Segundo ele, a equidistância deve ser a primeira preocupação para a escolha do local de um centro administrativo. Dessa forma o acesso a qualquer ponto territorial ficará facilitado, do mesmo modo como capital centralizada oferecerá distância diminuída para autoridades e cidadãos. Isso, está claro, ensejará desenvolvimento compartilhado, harmônico e equilibrado a toda área do Estado.
O município de Porto Nacional foi a primeira opção citada como capital provisória por reunir as melhores condições, mormente, infraestruturas como centro urbano equipado, aeroporto asfaltado, sistema de telecomunicações instalado, abundância de água, de energia elétrica e, por último, pela liderança partida da cidade na luta pela autonomia. Definida a criação do Estado do Tocantins, iniciou-se uma surda luta entre as cidades mais bem equipadas para sediar a capital provisória. Gurupi, Porto Nacional e Araguaína iniciaram articulações no Estado e em Brasília a favor de suas candidaturas.
Mas, afinal, no dia 7 de dezembro de 1988, no Palácio do Planalto, em Brasília, deu-se a conhecer que Miracema havia sido acidade escolhida.
A partir daí foi defendida a escolha definitiva da localização da Capital - Palmas - hoje construída no antigo Distrito de Canela, no município de Porto Nacional.
(retirado do livro "Tocantins, eu também criei" de José Carlos Leitão)
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